LIÇÃO DE VIDA

MOVIMENTO. Por Ana Jácomo

Foi quando começou a não se importar tanto de sentir tanto medo,

que ouviu o convite, ainda tímido, quase um sussurro, do próprio coração,

esse sabedor do que, de verdade, importa.

“Volta, com medo e tudo”.

Foi.

E começou a descobrir que coragem, na maioria das vezes, é apenas voltar para o próprio coração.

É apenas calar a ausência devastadora e infértil dele.

É apenas sair do lugar para um ponto um pouquinho mais espaçoso e espalhador de sementes.

É apenas seguir com medo e tudo.

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LIÇÃO DE VIDA

Dona Maria Jiló

Maria Jiló” é uma senhora de 92 anos, miúda e tão elegante , que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.

Hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente e não havia outra solução.

Depois de esperar pacientemente por 02 horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, a atendente deu uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.

A senhora a interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho:

– Ah, eu amo essas cortinas!

– Dona “Maria Jiló”, a senhora ainda nem viu seu quarto. Espera um pouco…

– Isto não tem nada a ver, – ela respondeu – felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada. Vai depender de como eu preparo minha expectativa.

– E eu já decidi que vou amar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.

– Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem…

Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.

– Simples assim? – pergunta a atendente.

– Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e todos podem aprender. Exigiu de mim um certo ‘treino’ pelos anos afora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.

Calmamente a senhora continuou:

– Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidade na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.

Depois ela pediu para anotar:

“””COMO MANTER-SE JOVEM”””

1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha os amigos divertidos. Os depressivos procure ajudar se puder.

3. Aprenda sempre. Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.

‘Uma mente preguiçosa é a oficina do Alemão.’ E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas. Aprecie mais.

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele/ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem. Aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que ama: a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.

8. Tome cuidado com a sua saúde:

Se é boa, mantenha-a.

Se é instável, melhore-a.

Se não consegue melhorá-la, procure ajuda.

9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa.

10. Diga às pessoas que as ama, e que ama cada oportunidade de estar com elas.

*autor desconhecido

Maria Jiló” é uma senhora de 92 anos, miúda e tão elegante , que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão.

Hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente e não havia outra solução.

Depois de esperar pacientemente por 02 horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, a atendente deu uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.

A senhora a interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho:

– Ah, eu amo essas cortinas!

– Dona “Maria Jiló”, a senhora ainda nem viu seu quarto. Espera um pouco…

– Isto não tem nada a ver, – ela respondeu – felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada. Vai depender de como eu preparo minha expectativa.

– E eu já decidi que vou amar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.

– Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem…

Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.

– Simples assim? – pergunta a atendente.

– Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e todos podem aprender. Exigiu de mim um certo ‘treino’ pelos anos afora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em consequência, os sentimentos.

Calmamente a senhora continuou:

– Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidade na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de Lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.

Depois ela pediu para anotar:

“””COMO MANTER-SE JOVEM”””

1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.

2. Mantenha os amigos divertidos. Os depressivos procure ajudar se puder.

3. Aprenda sempre. Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.

‘Uma mente preguiçosa é a oficina do Alemão.’ E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie mais as pequenas coisas. Aprecie mais.

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele/ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem. Aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.

7. Rodeie-se das coisas que ama: a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.

8. Tome cuidado com a sua saúde:

Se é boa, mantenha-a.

Se é instável, melhore-a.

Se não consegue melhorá-la, procure ajuda.

9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa.

10. Diga às pessoas que as ama, e que ama cada oportunidade de estar com elas.

*autor desconhecido*

CINEMA · LIÇÃO DE VIDA

HUMANO – uma viagem pela vida

O filme Humanos, foi lançado de maneira pouco usual: em vez de estrear em cinemas, sua primeira projeção foi feita no Salão da Assembleia Geral das Nações Unidas. Pela primeira vez, um filme servia de porta-voz dos povos representados na ONU. É exatamente essa a percepção que se tem ao assisti-lo. Em duas horas e vinte e três minutos, “Humano” resume mais de duas mil entrevistas realizadas em 63 países pelo fotógrafo, diretor e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand. Há depoimentos de refugiados sírios, veteranos de guerra dos Estados Unidos, condenados à pena de morte, camponeses, aborígenes e do uruguaio José Mujica, ex-guerrilheiro que ficou dez anos na solitária e foi eleito presidente do Uruguai.

Os relatos contrapõem diferentes visões de mundo, mostrando como varia o entendimento que cada um pode ter daquilo que faz de nós seres humanos. “As entrevistas nos contam sobre todos os assuntos, das dificuldades em crescer à busca por amor e felicidade”, diz Yann Arthus-Bertrand.

No coração do filme, contudo, estão grandes problemas da humanidade: pobreza, guerra, imigração, consumismo, homofobia. Conhecido pelas incríveis fotos do livro “A Terra Vista do Céu”, que vendeu mais de 3 milhões de cópias, Yann usa belas tomadas aéreas no filme, que intercala os depoimentos a cenas de forte impacto visual.

Há nômades cruzando o deserto, bandos de aves migratórias, mercados, lixões — imagens que reforçam o que os entrevistados dizem. “Foi em rostos, olhares e palavras que encontrei uma poderosa forma de alcançar as profundezas da alma humana”,afirma o diretor.

Este documentário incrível pode ser visto no Netflix e vale muito a pena!

COMPORTAMENTO · LIÇÃO DE VIDA · VIAGENS

FLORENÇA OU FIRENZE…(da série Europa aos 81 anos é para quem quer) por Walkíria Gayotto

FLORENÇA – ou Firenze ,( da série Europa aos 81 anos é para quem quer).

Ai que saudades do que eu achei o pedaço mais lindo da Itália , – a Toscana. E Florença é sua principal cidade.  Suas ruelas estreitas  e de pedra nos remetem a um tempo onde a vida era mais tranquila, mais gentil e bela. A cidade tem muitos encantos, que vão desde a sua paisagem e geografia até os atrativos turísticos, que são inúmeros.

E uma cidade fácil  de visitar para quem já não tem a agilidade de antes, e de todas as que visitei na Itália, foi a que mais gostei. È relativamente plana, e em um passeio  a pé você conhece muito dela. Foi a cidade onde minha mãe com seus 81 anos , andou mais e se cansou menos.

Nosso hotel era em um casarão de 800 anos, e daí vocês podem imaginar certas dificuldades, mas que, com a gentileza do gerente foram facilmente contornadas.  De inicio nosso quarto ficaria no andar superior, ( a bendita escada), mas explicando o quão cansativo seria para uma senhora idosa ( uma casa de 800 não tem elevador), o gerente nos apresentou 3 opções no térreo. O quarto escolhido era enorme , e com um detalhe que fez a diferença na escolha ,- dava para um jardim interno onde havia flores e pássaros ,para acordarmos já com muita energia.

Florença é uma das cidades europeias mais preservadas e você vai querer explorar cada lugar da capital Toscana, podendo aproveitar para tirar lindas fotos.

Como nosso hotel era localizado bem próximo a vários locais de interesse turístico, pudemos fazer muita coisa a pé, conhecendo as ruelas, becos e construções , uma mais linda que a outra, (peça um mapa no hotel).

Em se tratando de Florença, existem alguns lugares que já vem á mente, como a Basílica di Santa Maria del Fiore ou  Piazza del Duomo, (Praça da Catedral) , A Ponte Vecchio,  a Galleria degli Uffizi ,a Piazzale Michelangelo, o Mercato di San Lorenzo, Jardins Boboli , Palácio Pitti  e Palazzo Vecchio, o Museu Galileo, isso sem falar na gastronomia , nos vinhedos e nas “comprinhas”.

Nosso primeiro passeio foi um tour pela cidade toda, para vermos a quais locais queríamos dedicar mais tempo , e sugiro que façam o mesmo, pois em menos de 10 dias é impossível ver tudo. Nesse passeio fomos para a PIAZZALE MICHELANGELO , um lugar divino, no alto de uma colina, de onde se tem uma vista privilegiada de toda a cidade e do rio Arno que a corta. O fim de tarde lá foi inesquecível. No local , além de mirantes para você admirar a cidade, existem cafés, restaurantes, jardins, e lojinhas de souvenires. Foi o pôr do sol mais lindo que já vi. Imperdível.

O ponto seguinte foi a BASILICA DI SANTA MARIA DEL FIORE, – a Catedral de Florença ou Duomo de Florença. Levou séculos para ser construída e é Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. O prédio é cheio de detalhes, uma obra da arte gótica que hoje é cartão-postal de Florença. Fica localizada no Centro Histórico,e em seu interior existem belos vitrais ,que nos remetem ao Velho e ao Novo Testamento. A entrada é gratuita. Este é outro local em que após a visita, vale a pena explorar seu entorno, onde tem vários cafés, gellaterias, restaurantes, exposições de artistas de rua. Sente-se com calma e desfrute .

Um passeio onde você pode visitar vários locais , por serem bem próximos  é a visita á PONTE VECCHIO,  GALERIA DEGLI UFFIZI, MUSEO DA VINCI , E GIARDINO BOBOLI, porém não conseguirá fazer tudo em um só dia.

A conhecida PONTE VECCHIO  é uma das pontes mais famosas da Europa ,e um dos principais pontos de Florença. Construída sobre o Rio Arno é de tirar o folego, com suas lojinhas de jóias( de deixar qualquer humano louco),  e sua construção diferenciada. È uma ponte semi-coberta, coisa comum na época , para aproveitar o espaço para o comércio. Em seu entorno estão diversas construções do século XVI. Além das lojas e da paisagem , muitos artistas de rua se apresentam todos os dias no local. A noite, sua iluminação refletida no Rio Arno dá um ar romântico e vários casais passeiam por ela, que como em Paris , mantem a lenda de que, se os casais prenderem um cadeado no gradil da estátua ali existente, ficarão juntos para sempre.

A pouca distancia fica a GALLERIA DEGLI UFFIZI ,( Galeria dos Ofícios), é o mais famoso museu de Florença, e uma das mais antigas galerias do mundo. È nela que se encontram obras famosas como O Nascimento de Vênus e a A Primavera de Botticelli, e  Davi, de Michelangelo . Se prepare para andar e para as filas enormes. Do lado de fora em um amplo pátio existem muitas estátuas de mestres famosos também. O passeio é lindo, mas cansativo. Vá de manhã. Bem próximo fica o Museu Galileo, um museu bem legal sobre o Galileu Galilei, mas não o visitamos.

Outro lugar gostoso de ir , é o MERCATO DI SAN LORENZO , uma rua fechada com uma feira, com várias barracas que vendem roupas, bolsas de couro e vários itens legais da Itália. Nessa mesma rua  você encontrará o Mercado Central de Florença, que é um lugar lindo e bom para comer. Sente-se um pouco e viva um tempinho como um florentino. No andar de baixo ficam várias lojas que vendem todo o tipo de especiaria e comida italiana.

E também na vizinhança, um dos jardins mais belos que vi, depois de Versalhes, IL GIARDINO DI BOBOLI , ou Jardins Boboli , que hoje é um parque dentro de Florença. Sua história é bem interessante, – o seu núcleo original data de  1550 aproximadamente, quando Luca Pitti comprou um terreno a sul do rio Arno (Oltrarno) da família Borgolo para construir um palácio ,O Palácio Pitti , que seria construído apenas quarenta anos mais tarde.  O paisagismo do jardim foi encomendado ao arquiteto dos Médici . No eixo principal do jardim existem avenidas, sebes, terraços adornados com estátuas e fontes que tornam o Boboli um autêntico museu a céu aberto, onde vários edifícios importantes ocupam parte dos jardins.  Um desses edifícios é o Anfiteatro , que foi colocada no jardim para permitir que se realizassem atuações teatrais .Outro  edifício existente  é o Casino del Cavaliere, um lugar de recreação dos Grão-Duques da Toscana e que agora abriga o Museu da Porcelana .O local está repleto de obras de arte , plantas raras, flores perfumadas. È para ficar uma tarde toda, passeando e desfrutando dessa beleza e paz. Imperdível , mas grande, preparo físico para conhecer tudo é indispensável, pois tem 45 mil m².

O PALAZZO PITTI é o maior palácio da cidade , foi construído pelo banqueiro Lucca Pitti ,sócio/rival dos Médicis. Um século após a sua construção, o Palazzo Pitti passou a ser propriedade dos Médicis . Com a extinção dos Médicis a Família Lorena passou a governar a Toscana e manteve sua residência no Palazzo Pitti. Quando Florença foi invadida por Napoleão , o Palazzo Pitti passou a ser residência de sua irmã, e na época em que Florença foi Capital da Itália foi a residência dos Savoia, até passar para o Estado . Isso demonstra sua importância na história italiana, e porque visita-lo. Suas salas são lotadas de quadros, seguindo o estilo barroco, e o teto é decorado com afrescos e estuques dourados. Lá estão obras de Rafael Sanzio, Michelangelo , Leonardo, Caravaggio, Tizziano, entre outros.  No primeiro andar do Palácio é possível visitar as salas usadas pelo segundo Rei da Itália, Umberto I e sua esposa Margherita di Savoia , com paredes revestidas de seda colorida, camas tipo dossel, quadros, vasos chineses e tapeçarias. No  térreo encontramos o museu das pratas, que também expõem objetos em marfim, ouro e pedras preciosas ,e no mezanino tem uma grande coleção de jóias da época dos Médicis até tempos atuais!

Mas a surpresa mais agradável foi FIESOLI. Descobrimos sem querer, por puro instinto de turismóloga. Quis saber o que circundava a cidade de Florença, e eis que surge esta pérola de  vilarejo. Fiesole é uma cidade de origem etrusca. Fundada no século IV a.C ,  daí podem imaginar o quanto é interessante. É uma ótima opção de passeio de um dia. Chega-se à ela com o ônibus comum, número 7, que leva cerca de 20 minutos da Praça San Marco em Firenze, até a Piazza Mino em Fiesole. O caminho até a cidade já faz valer a pena o passeio! Durante a subida você verá belíssimas paisagens da cidade e do campo! As casas, sempre em terrenos  muito grandes, tem em sua frente plantações de oliveiras. È tudo muito lindo, muito calmo, e bem conservado. Tem cerca de 14 mil habitantes, e  fica numa colina com 300m de altitude , e é esta altura que faz com que seja ainda mais linda. Lá de cima você vê Florença toda, e no percurso vai se encantar com os cantinhos desse lugar. Foi a cereja do bolo.

COMPORTAMENTO · CRÔNICAS · LIÇÃO DE VIDA · SAÚDE · Sem categoria

TRABALHO VOLUNTÁRIO & INTERGERACIONALIDADE. Por Karina Pereira

Vamos falar sobre dois temas igualmente interessantes e espero que de grande auxílio para muitos leitores engajarem-se na causa! Por sua definição, trabalho voluntário é o conjunto de ações de interesse social e comunitário, realizado de forma desinteressada por pessoas, no âmbito de projetos, programas e outras formas de intervenção ao serviço dos indivíduos, das famílias e da comunidade, desenvolvidos sem fins lucrativos por entidades públicas ou privadas ( art.º 2.º da Lei n.º 71/98, de 3 de Novembro). Nesse sentido, dedica-se ao trabalho voluntário todo indivíduo que deseja de alguma forma transformar ou modificar realidades, contribuindo com total DOAÇÃO, a cenários sociais, de saúde e ambientais.

A minha experiência com trabalho voluntário aconteceu pela primeira vez em 2006, quando ainda no ensino médio fiz parte de um curso para atuar como mediadora de leitura de histórias infantis para crianças carentes em São Paulo. O projeto chamava-se “Mudando a História” e foi através dele que pela primeira vez tive a sensação mais gostosa do mundo: o altruísmo em sua essência. Mais do que conhecer creches e abrigos de regiões centrais e periféricas de São Paulo, o sentimento de poder contribuir com o meu tempo, com uma habilidade tão simples (a leitura, nesse caso) e gratuita, me gerou mais e mais motivação para novas ideias e perspectivas.

Foi então que no ano de 2007, no último ano do ensino médio, eu e um grupo de amigos decidimos fazer visitas programadas a uma instituição de longa permanência para idosos. O projeto não tinha nome, tampouco patrocínio. Saíamos da aula uma vez por semana com o objetivo de “fazer companhia” por algumas horas aos idosos residentes de uma casa de repouso. Lá trocávamos experiências, promovíamos “sessões de beleza”, pintando as unhas das idosas e auxiliando em seu auto-cuidado, jogávamos baralho e era um ambiente de troca muito enriquecedor. Desde aquela época, algo que me chamava muita atenção era a necessidade de organização sistemática tanto da gestão de tempo, como dos objetivos e metas, além do critério de seleção dos voluntários. Infelizmente muitas pessoas “voluntariavam-se” à princípio, motivadas pelas ideias e pelo desejo de ajudar, mas após alguns meses faltavam nas ações efetivas, o que gerava bastante ônus na abordagem em si. Sem muitos voluntários, as ações ficavam cada vez mais pontuais e sem sentido.

Alguns anos depois, já na Universidade, me inseri em outros dois grandes projetos voluntários que definitivamente foram fundamentais para refletir sobre uma prática mais embasada de voluntariado. Na JUS (Jornada Universitária da Saúde) organizávamos ações de promoção e educação em saúde em algumas cidades carentes do Município de São Paulo. Em paralelo à JUS, a convite de uma grande amiga estudante de enfermagem na época (a Cecília!), fiz parte do grupo de fundou e coordenou o Mad Alegria, projeto de humanização em saúde mediado pela figura do clown (para saber mais basta acessar www.madalegria.org.br).

O que todos esses projetos todos me ensinaram? Aprendi na prática (e na marra) a trabalhar com gestão de tempo, uma vez que muitas vezes precisamos trabalhar com prioridades e, infelizmente, há um desafio enorme quando “doamos nosso tempo” nos dias de hoje. Doar nosso tempo muitas vezes pode significar “ganhar menos dinheiro”, nessa rotina maluca e insana que vivemos para dar conta de pagar todas as nossas contas. Aprendi a lidar com preconceitos de pessoas que não entediam e desvalorizavam nossas ações, minimizando ações voluntárias ou colocando-as em segundo plano frente à projetos rentáveis em instituições.

Onde entra a intergeracionalidade? Sempre tive muita curiosidade em estudar os efeitos benéficos da mistura de gerações. Nesse sentido, neste ano, em meus primeiros meses vivendo em outro país, decidi me voluntariar em um Hospice na Irlanda e acompanhar a rotina dos idosos de lá. Me inseri em grupo com mais de 100 voluntários, todos com tarefas bem administradas e objetivas. Alguns meses depois, ainda bem insegura com a língua, mas com muitas ideias na cabeça, resolvi colocar no papel uma ideia que desse conta de trazer à tona todas as experiências anteriores que eu havia tido do trabalho voluntário, como um desafio de vida e de perspectiva empreendedora nesse cenário de transformação. Escrevi um projeto de Intergeracionalidade entre crianças e idosos mediada pela figura do clown. A ideia principal do projeto é levar crianças de creches de Dublin para conhecerem os idosos residentes de hospices e casas de repouso, promovendo empatia e trocas de experiências intergeracionais. Para estruturar a metologia do projeto, foram noites e noites acordada, buscando um método eficaz que pudesse trazer benefício para ambas as faixas etárias. O projeto tem três etapas: A primeira delas é a organização de um workshop com as crianças das creches, que escreverão cartas aos idosos contando sobre suas rotinas, seus aprendizados e vivências. A segunda etapa é um encontro com os idosos para a elaboração de cartas para as crianças, contando um pouco da perspectiva de como é ser idoso e viver em uma instituição de longa permanência. A terceira etapa é um encontro intergeracional, mediado pela figura do clown, em que as crianças trocam as cartas com os idosos, em um ambiente lúdico e humanizado.

As burocracias para fazer este projeto entrar em vigor aqui na Irlanda são enormes (e ainda bem, uma vez que fortalecem o caráter sério que as ações voluntárias ao redor do mundo visam promover). Além da necessidade de o projeto ser aceito pelas duas instituições (creche e asilo), o preenchimento de muitos formulários e comprovações, antecedentes criminais e total responsabilidade frente a essa iniciativa, são fundamentais para que o projeto entre em vigor. Sigo à espera dos muitos aceites que ainda preciso para colocar o projeto em vigor.

A maior experiência vivida em todos esses anos de voluntariado é a conclusão de que não precisamos na verdade de grandes talentos para doar nosso tempo e energia para ajudar o outro. Basta assumir um comportamento engajado e inovador para a promoção de mudanças. Sabe todos aqueles problemas coletivos que nos queixamos e que fazemos parte? Talvez seja ele o grande “insight” que precisamos para começar a mudança.

Neste dia 9 de dezembro, dia do fonoaudiólogo, nunca me senti tão grata pela minha profissão. Fico mais grata ainda por saber que, não importa qual a profissão que tenhamos escolhido exercer nessa vida, escolher a DOAÇÃO, como forma de retornar ao mundo esse grande presente que é viver, é um dos caminhos mais desafiadores e belos.

COMPORTAMENTO · GENTE QUE ENCANTA · LIÇÃO DE VIDA · SAÚDE

SINERGIA

Fazer parte de uma sociedade global não é tarefa pequena. Todas as pessoas & coisas estão conectadas. O que quer que aconteça com a terra, também acontece com seus filhos.

O ser humano não tece a teia da vida. Ele é apenas um fio.

Com certeza, habitar neste espaço, significa respeitar a força e o poder da diversidade, harmonizar perspectivas diferentes dentro de um espírito de respeito mútuo.

Significa uma busca constante para se manter atualizado e poder ser mais eficaz nas relações com aqueles que nos cercam…

É preciso sabedoria para nos inspirar a desempenhar um papel ativo na criação de uma sociedade onde as diferenças devem ser respeitadas, a diversidade valorizada e o espírito humano enaltecido….

Onde o sentido único não seja o único sentido…

Afinal, nada nessa vida é impossível , contavnto que não tenhamos que fazê-lo sozinho.

Todos nós tropeçamos – não há como evitar –

Por isso, é um alívio andarmos de mãos dadas!
A REVISTA VELHARIAS agradece, valoriza e participa em SINERGIA com cada um de seus PARCEIROS:

COMPORTAMENTO · CRÔNICAS · GENTE QUE ENCANTA · LIÇÃO DE VIDA

Pop nas redes sociais, vovô-pintor Chan Jae Lee ganha mostra em SP.                             Por ISABELLA MENON

Fenômeno do Instagram com mais de 300 mil seguidores, vovô Chan nem de longe pensava em estabelecer contato com o mundo cibernético. “Meu pai não tem nenhuma afinidade com tecnologia, nunca usou nem e-mail”, conta seu filho Ji Lee.Mas conectou-se, e, agora, além de inspirar mais de 300 mil seguidores na conta “Drawings for My Grandchildren”, será tema da breve exposição “Desenhos para os Meus Netos”, que vai desta terça (10), até sábado (14) em São Paulo.
história está intimamente ligada aos laços familiares e começa há mais de 35 anos, em 1981, quando Chan e sua mulher, Kyong Jah Ahn, migraram para o Brasil.

A Coreia do Sul passava por dificuldades econômicas e eles queriam uma vida melhor para seus filhos. Chan largou a carreira de professor de biologia e abriu um comércio de roupas em São Paulo.
“Ele ficou muito ocupado com o trabalho e deixou o desenho”, diz Ji, que se lembra de, pequeno, ver o pai desenhar para ele e a irmã, Miru.
Há quatro anos, Chan se aposentou e passou a se dedicar a cuidar dos netos, Arthur, 13, e Allan, 12, que ele levava para a escola.
Mas a família da filha voltou para a Coreia, para onde o marido de Miru foi transferido. Sem os netos, a rotina do avô se limitou à televisão.Chan também sofreu com uma doença que causa lesões na pele e dores. Preocupados com o ânimo dele, Ji, a irmã e a mãe passaram, então, a incentivá-lo a desenhar e divulgar as obras na rede.
O patriarca, contudo, não gostou da ideia. “Ele não entendia o porquê de compartilhar nas redes sociais, ficou muito resistente”, lembra Ji.
PROPÓSITO
A família já quase desistia quando nasceu Astro, filho de Ji e terceiro neto de Chan.
Os avós foram visitar o novo membro da família em Nova York, onde Ji mora e trabalha como designer. Certa noite, ele conta que seu pai ficou pensativo e disse: “O que será que Astro vai ser quando crescer?”. Então aos 75 anos, Chan calculava que provavelmente não estaria aqui para ver o crescimento do neto.
Comovido, Ji sugeriu ao pai que desenhasse para os netos.”Pela primeira vez, ele viu um propósito. Não era mais só desenhar, have um objetivo”, conta o designer.O nascimento de Astro acabou sendo um divisor de águas para Chan, que começou a usar o Instagram. “Demorou, mas ele ficou mais disposto e aprendeu como postar fotos e usar filtros e hashtags”, lembra Ji.
A curadoria da conta “Drawings for My Grandchildren” é dividida entre a família. Chan desenha, Kyong escreve textos sobre as obras, e as traduções são feitas por Miru (português) e Ji (inglês).

“Às vezes me param na rua para cumprimentar. Eu fico feliz, mas para mim não mudou muito”, conta Chan. Apesar da fama, o vovô é rigoroso com sua arte: “Fico feliz quando o desenho fica bom e inquieto quando não fica”.
Agora, Chan e Kyong vão voltar para a Coreia do Sul, o que faz da mostra de 40 de seus desenhos uma espécie de despedida. As obras serão expostas na Oficina Cultural Oswald de Andrade, no Bom Retiro, bairro que os acolheu.Chan recorda que uma das coisas que mais o impressionaram quando se mudou para o Brasil foi como os brasileiros amam as crianças. “Na Coreia é sempre ‘os idosos primeiro’, mas aqui é ‘as crianças primeiro!”, diz.
Ele completa: “Em 12 de outubro é comemorado o Dias das Crianças, mas no Brasil é como se os 365 dias do ano fossem dedicados a elas”.
Chan diz que não pretende interromper o trabalho. “Quero que meus netos acreditem que o avô é dedicado aos desenhos que faz por eles.”

* texto publicado originalmente no jornal Folha de São Paulo, caderno Ilustrada, em 10/10/17

DESENHOS PARA OS MEUS NETOS
QUANDO de ter. a sex., das 9h às 21h; sáb. das 10h às 18h; até 14/10; grátis

ONDE Oficina Cultural Oswald de Andrade – r. Três Rios, 363, (11) 3222-2662